O contrabaixo acústico

2014-04-01 20:40:40 por Marco Antonio
Imagem do contrabaixoerudito

Contrabaixo acústico no estúdio de gravação

O avô do contrabaixo elétrico, é o contrabaixo erudito ou como é mais conhecido, o contrabaixo acústico. Com quase dois metros de altura, para tocá-lo, o músico deve se posicionar de pé ao seu lado. Suas notas podem ser extraídas com puxadas em suas cordas, assim como é no contrabaixo elétrico, ou com um arco, assim como o violino.

O contrabaixo acústico não tem trastes, ou seja, não tem divisão de casas para as notas.

Elas devem ser localizadas com a ajuda da memória muscular do músico e, claro, com a ajuda do ouvido, que se desenvolve ao longo da formação do baixista. Por ser acústico, o contrabaixo não precisa ser amplificado para fazer som, pois seu volumoso corpo, dá conta de ressonar suas notas. Ainda assim, ele pode contar com captadores elétricos, fundamentais em apresentações, quando outros músicos estão amplificados e é preciso que haja equalização entre todos os instrumentos.

Seria incorreta qualquer tentativa em dizer qual contrabaixo é melhor, o acústico ou o elétrico, a não ser por um aspecto: o transporte! Muitos contrabaixistas salvaram seus trabalhos quando puderam em fim transportar seu instrumento elétrico em um bagageiro de carro ou como mala de mão em um voo.

O contrabaixo acústico é extremamente grande e precisa de uma logística especial para ser transportado.

Pois é, tudo tem seu preço. Mas com seu timbre amadeirado e encorpado, muitos arranjadores não abrem mão da presença do baixão, que dá as composições uma cara única.

Hoje em dia, o contrabaixo acústico continua sendo usado na música erudita, que representa muito bem suas origens, mas também aparece em diversos estilos musicais, como: MPB, blues, jazz, rockabilly, entre outros. Usar o contrabaixo acústico na música popular é uma das especialidades de Bruno Buzzo, professor da Academia do Contrabaixo.